Brasília, 10 de junho de 2025 — O deputado federal André Fernandes (PL-CE) protagonizou um discurso marcante na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (10), ao criticar a postura do Congresso frente ao Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar denunciou o que chamou de “curvatura” da Câmara ao Supremo e exigiu do presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), uma postura mais firme em defesa da independência dos poderes.
“Essa Casa, infelizmente, tem se acovardado diante das interferências crescentes do STF”, declarou Fernandes. “Estamos assistindo à erosão da independência entre os poderes.”
Em tom inflamado, Fernandes também saiu em defesa da deputada Carla Zambelli (PL-SP), que responde a processos no STF por sua atuação política. “Carla Zambelli está sendo tratada como criminosa por exercer seu direito à liberdade de expressão e à atividade parlamentar”, afirmou, criticando o que chamou de "perseguição política".
A fala repercutiu de imediato nas redes sociais e entre parlamentares. Deputados da oposição acusaram Fernandes de desrespeitar o equilíbrio institucional, enquanto aliados elogiaram sua “coragem”.
Até o momento, o Supremo Tribunal Federal não se manifestou sobre as declarações.
Outubro de 2022 – Zambelli persegue e saca arma contra homem negro em São Paulo, véspera do segundo turno.
Novembro de 2022 – STF abre inquérito sobre porte ilegal de arma e abuso de autoridade.
2023-2024 – A deputada é alvo de investigações por envolvimento em atos antidemocráticos e disseminação de fake news.
Abril de 2025 – STF torna Zambelli ré por porte ilegal e obstrução de justiça.
Junho de 2025 – André Fernandes critica STF e defende Zambelli na tribuna.
????️ Deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP):
"Parabéns ao André por não abaixar a cabeça. O Congresso precisa se fazer respeitar!"
????️ Deputada Erika Kokay (PT-DF):
"Esse tipo de discurso atenta contra a harmonia entre os poderes e flerta com a desordem institucional."
????️ Deputado Kim Kataguiri (União-SP):
"Críticas são legítimas, mas há formas de fazê-las sem jogar gasolina em uma fogueira institucional."