Política |POLÍTICA|
“De 158 mil para 19 mil: Otoni de Paula despenca nas urnas e fica fora da Câmara”
Deputado apoiou Lula após romper com o bolsonarismo e sofreu uma queda de cerca de 88% na votação em relação a 2022.
05/10/2026 16h43
Por: Redação Fonte: Daniel Dandan®

Otoni de Paula perde reeleição no Rio após forte queda na votação

Deputado federal recebeu 19.364 votos em 2026, contra 158.507 obtidos em 2022

O deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ) não conseguiu se reeleger nas eleições de 2026. O parlamentar recebeu 19.364 votos no Rio de Janeiro e ficou fora da próxima composição da Câmara dos Deputados.

O resultado representa uma queda expressiva em relação à eleição de 2022, quando Otoni de Paula foi reeleito com 158.507 votos. Naquele pleito, ele ficou entre os candidatos mais votados do estado.

A votação de 2026 corresponde a uma redução de aproximadamente 88% em relação ao desempenho de quatro anos atrás.

Mudança de posicionamento político

Durante a campanha de 2026, Otoni de Paula rompeu com o campo bolsonarista e declarou apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda no primeiro turno. A mudança de posicionamento teve ampla repercussão no cenário político e entre seus antigos apoiadores.

O deputado, que anteriormente havia adotado uma postura crítica ao presidente Lula, passou a defender publicamente o apoio ao petista.

Apesar da coincidência temporal entre a mudança de posicionamento e a forte queda eleitoral, não é possível afirmar, apenas com os resultados das urnas, que o apoio a Lula tenha sido a causa da derrota.

Trajetória eleitoral

Otoni de Paula foi eleito deputado federal pela primeira vez em 2018, quando recebeu 120.498 votos. Em 2022, ampliou sua votação para 158.507 votos e conquistou a reeleição.

Em 2026, entretanto, a votação caiu para 19.364 votos, resultado insuficiente para garantir uma nova cadeira na Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro.

O resultado coloca Otoni de Paula entre os casos de maior queda de votação entre parlamentares que buscavam a reeleição em 2026 e evidencia o impacto que mudanças de posicionamento podem ter em uma disputa eleitoral — embora a derrota possa envolver diversos fatores políticos e eleitorais.